segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Kafka para sobrecarregados - Allan Percy


Este é um daqueles livros que os catedrátcos ironizam mas que eu adoro. Um livro que pode ser chamado de auto ajuda, embora ao meu ver tenha um lado muito prático e funcional. O nosso cotidiano é composto de pequenas sentenças propostar por este livro e me foi muito útil para reflexão.

Vou citar três em especial: 

''Geralmente é mais seguro estar acorrentado do que estar livre''

''Há problemas que jamais teríamos resolvido se realmente fossem nossos''

''Quando acreditamos apaixonadamente em algo que ainda não existe, nós o criamos. O inexistente é o que não desejamos o suficiente.''

Preparativos para viagem - Mário Quintana


Este livro é para ser lido em silêncio e com serenindade. Uma obra repleta de viradas, vai de melancolia ao erotismo, de devaneios a natureza. Claramente é um livro que remete a infância e a momentos de muita pureza. 

Cito abaixo dois poemas que retratam isto, o primeiro na página 72 e o segundo logo em seguida na página 73.

Dia de chuva

Dia de chuva
É para a gente rasgar cartas antigas...
Folhear lentamento um livro de poemas...
Não escrever nenhum...

A bem-amada na praia

Sua bundinha
Deixou na areia
A forma exata
De um coração!

sábado, 14 de novembro de 2015

Livro das Perguntas - Pablo Neruda


Ao iniciar a leitura confesso que fiz pouco caso. Aliás, só continuei lendo por que tem o peso do nome de um dos maior escritores de língua espanhola que já existiu. 

Em minha cabeça fiquei questionando como pode alguém fazer um livro apenas com perguntas e a editora ainda se prestar a fazer isto. Só pode ser nome, certo?

Cheguei a conclusão que de fato o nome pesa, mas isto é fruto de uma construção e de uma obra magnífica. Cada página que eu virava me vinha uma nova pergunta que por sua vez gerava uma nova reflexão. Poucas vezes na vida tive vontade de escreve um livro mas algumas perguntas deste livro me deram um certo comichão e uma vontade de responde-las por escrito.

Lanço abaixo algumas delas:

''Quem me mandou desvencilhar as portas do meu próprio orgulho?''
''E quem saiu para viver por mim enquanto eu dormia ou adoecia?''
''Onde está o menino que fui, segue dentro de mim ou se foi?''



Jóquei - Matilde Campilho


Este livro chegou as minhas mãos com grande expectativa, já que foi o livro mais vendido da FLIP 2015. No entanto, não consegui criar conexões e fluidez na leitura. 

A autora percorre um mundo de signos que permeiam suas experiências, até aí tudo bem. O problema é que tais experiências não criaram pontos de contato com as minhas, o que fez o livro não ter sentido algum.

Enfim, este é um livro que não indicaria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A Questão dos Livros - Robert Darnton



 Um livro que descobri sem querer, em promoção, na bienal do livro do Rio de Janeiro.
Reflete sobre o mundo dos livros pela perspectiva dos bibliotecários. Apresenta o cenário das bibliotecas americanas e das ações do google no processo de digitalização dos livros, além de pincelar questões pertinentes aos direitos autorais.

 Conheci o conceito de livro de lugar comum com Darton, nesse livro. Só isso já é motivo de relê-lo. #Recomendo.

As armas da Persuasão – Cialdini

 Um “arrasa quarteirão”: Mais de 2.000.000 de livros vendidos. Leitura obrigatória para quem acredita em força de vendas e em suas ferramentas. Uma leitura fácil, recheada de curiosidades, casos reais e pontos de vistas que pode ser facilmente incorporado por qualquer um que busca maior resultado na interação com pessoas e no sucesso com vendas.  Além disso, por outra perspectiva, nos desperta para evidentes manipulações psicológica e nos faz pensar sobre conceitos éticos.

 Uma leitura mais que recomendada. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Guia de Drinques dos Grandes escritores Americanos - Edward Hemingway e Mark Bailey


Uma ideia valorosa, de fácil leitura, concisa até de mais. Acredito que poderia focar mais nas histórias num livro com menos participantes. Em minha cabeça perambula a ideia de fazer uma versão com escritores brasileiros... #ProjetosMeus
Alguns nomes valem a leitura do livro.

Em Alguma Parte Alguma - Ferreira Gullar


O livro de poesia, em suma é um objeto trajado de uma desimportância vital. Sobreviveria sem ele, sem problemas. Mas sabendo de sua existência, e pior, lendo, não me vejo sem aqueles versos somados ao DNA. Vislumbro uma vida vazia daqueles que nãos os consumiram, após ler. Antes, nada me faltava e nem ao próximo.
É disso que é feito a poesia. É desse material a poesia de Gullar. Muito lixo entre versos, como sempre. Mas o que faz do poeta, um ser mágico (lendário) são os momentos de genialidade que cercam o comum, o frívolo das sílabas. São como toque de Deus nas palavras. Versos divinos existem para que a desimportancia da poesia seja fundamental para o humano. E eu encontrei esse toque no livro. Alguns versos fizeram com que eu me tornasse alguém melhor ou crente nessa ideia.
Sugiro o “Fica o não Dito Por Dito”


“o poema 
                antes de escrito
antes de ser
                é a possibilidade 
                do que não foi dito
                do que está
                                      por dizer”    

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Valores para viver – Organização Isabel e Márcio

Ideia fantástica. Trata-se de uma coleção de textos dispostos por valores (Amor, Gratidão, Honestidade). O livro traz a perspectiva de muitos autores diferentes, crônicas e contos ótimos para difundir conceitos tão abstratos.

Um desses textos incríveis (que sozinho vale o livro inteiro) é o conto de Antônio Torres intitulado Por um pé de feijão. Tão bom que propus uma leitura conjunta, aqui na Poeme-se. após o almoço, todos juntos escutamos um texto que é capaz de atribuir sentido a palavra perseverança.

#MaisQueRecomendo


Devolva meu lado de dentro – Sinhá

Poeta paulista que faz com que a poesia periférica tome novos espaços. Sinhá era uma leitura que estava em minha lista faz tempo.

Aproveitei nossa passagem (minha e do meu sócio, Leonardo) pela capital financeira do país para passar no sarau do Buzo (conheça aqui>> http://buzo10.blogspot.com.br/) e comprar algumas pérolas da poesia marginal.

Esperava mais do livro. Acredito que criei expectativa de mais. Mas pode ter sido minha leitura burocrática também: Livros de poemas têm dessas coisas. Às vezes não conseguimos tirar a primeira camada do verso e tudo fica meio bicolor.

De qualquer maneira, a capa do livro e o nome são obras primas.


Alice - Aventuras de Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll

Tenho que ler novamente e outra vez.... Esse foi o gosto que cada página ultrapassada me deixou na boca. Surreal em demasia para minha cabeça oca.

Não cairei aqui na esparrela de fazer uma crítica ao livro ou uma resenha mais elaborada, não sou bobo. Mas não gostei e como gosto não se discuti... Ficarei por aqui.

#NãoRecomendo


A Sereia do Rocha



Leila Oli, uma das grandes divas do Corujão da Poesia, fã de Adélia e amante despudorada da vida foi fundo em sua própria história para nos permitir mergulhar num universo calcado na busca incessante pelo viver.

Sensualidade e inquietude se encontram pelas paginas desse livro que mostra que a coragem para ser protagonista de sua história, rende grandes momentos.

A síntese desse livro, na minha cabeça, passa pelos versos de Clarice:


“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Dedicatória especial da Autora para Poeme-se


sábado, 25 de julho de 2015

Poemas que Desisti de Rasgar - David Cohen


Conheci o poeta David Cohen (pessoalmente) a pouco tempo, mas já tinha ouvido falar dele e da cena cultural que tocava. Através desse livro me aproximei da pessoa que ele é (esse é o incrível da palavra), me sinto um intimo. Seus versos me sensibilizaram. Gosto da riqueza de imagens e da fluidez do que vi. É um livro que recomendaria para quem não mergulhou profundamente na poesia. seus versos tem um frescor capaz de encantar neófitos.

Ps: Um poema, em especial, me cativou: Palhaço.

#Recomendo


terça-feira, 21 de julho de 2015

STEVE JOBS: AS VERDADEIRAS LIÇÕES DE LIDERANÇA - Isaacson, Walter


Ser casado é ter uma parceira nas metas literárias. Acredito que por tê-la ao meu lado, conseguirei alcançar aquela lançada em janeiro: #48LivrosLidos .
Esse livro, bem fácil de ler, foi presente dela e, por conta dela, mais um check na lista ;) #TeAmoFlor  

Ainda não li a biografia definitiva de Steve Jobs - que vendeu milhões de exemplares pelo mundo e já bateu a marca de 300 mil livros vendidos – nem tenho essa pretensão, esse ano. De qualquer maneira, ser introduzido ao mundo desse homem-maça, mesmo que de forma superficial, foi fantástico. Algumas linhas lidas e muitas reflexões surgiram, foi assim durante as poucas páginas desse livreto. Um dos capítulos ficaram presentes na minha cabeça e serve de frase para terminar minha resenha. Guardem essa máxima:

Coloque os produtos à frente dos lucros.

#Recomendo


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Livre-me - Caio Camacho


Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Caio na Flip de 2014, muito por conta de ser o idealizador da Picareta Cultural, que ao meu ver é o sarau mais divertido de Paraty. Litros e mais litros de cachaça, um microfone e poesia aos baldes.

Sobre o livro, motivo desta resenha, Caio deixou claro que a linguagem é muito acessível. Trata-se de uma poesia sem pompa, sem traje de gala ou aparatos sofisticados. Pelo contrário, é poesia do dia a dia, poesia da rua, que fala de bala perdida, gê magazine e baratas.

Por fim, podemos brindar este primogênito, mas desta vez não será com cachaça (coqueiro). Bridaremos com o Rei Ades! (Essa é só para que leu).


Cartas Extraviadas - Martha Medeiros


Simplesmente um dos melhores livros que eu li no ano.
O livro é corte na carne o tempo todo, fala de amor, dor, saudade como gente que sente, gente que sofre. Sem meias palavras ou pudores.

Cito um dos versos para reflexão:
''há momentos em que nossos valores se rompem
certezas se estilhaçam como cristal
viram pó nossas absurdas convicções
princípios só se justificam no final''
Pág. 50

terça-feira, 23 de junho de 2015

O Anjo Pornográfico: A vida de Nelson Rodrigues - Ruy Castro

Absolutamente encantado com o trabalho de Ruy Castro... Não poderia começar essa postagem sem rasgar uma seda para o (dito) maior Biógrafo brasileiro. Ele é bom mesmo. Não que eu tenha lido muitas biografias (essa foi minha primeira), mas a sensação de quero mais, o sentimento de ser um observador presente e não apenas um leitor sonolento me obriga a aplaudir de pé esse escritor.

Tirando a qualidade de quem teceu as linhas dessa obra memorável, resta-nos um mergulho profundo na vida do reaça mais conhecido do país: Nelson Rodrigues (alguém pensou que fosse o Lobão?). Tenho, hoje, profundo respeito e admiração pelo dramaturgo, sua trajetória e seu senso publicitário.

O que me fascinou, entretanto, pelo caminhar das páginas, foi a descoberta de um Rio de Janeiro lindo, vivo, poético e onde existiam, fora do local de mito, personagens como Drummond, Manoel Bandeira, Oto Lara entre outros escritores que hoje vivem em formato de lenda. 


Foi tão intensa essa leitura que tenho sentido necessidade de ler toda a obra de Nelson: quero entender o sentimento que despertaram à época.  Será que Nelson aparecerá mais vezes nesse projeto 48? 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Quase - Daniel Viana


A minha ida a Feira nacional do livro de Poços de Caldas me rendeu várias oportunidades e uma delas em especial foi conhecer o criativo e talentoso poeta Daniel Viana. 
Diga-se de passagem que eu já conhecia o trabalho dele, mas poder conversar olho no olhos nos permitiu uma troca fantástica. 

Mas falando sobre o livro, já que a intenção do projeto 48 é esssa, é um livro ´´quase``dificil de explicar. 
Um quase livro, quase personagem, quase ovo ou quase galinha. Na real, é um quase livro para ser sentido, para ser criado. A imaginação vai longe e que tal você carregar o peso de saber quase tudo?


Ainda Lembro - Jean Wyllys


Era uma tarde de sábado. Um dia atípico no Rio, onde as nuvens cobriam todo o céu de cinza e o dia alternava momentos com chuviscos. Ao passar por uma calçada no Largo do Machado, me deparei com um vendedor de livros daqueles bem tradicionais (pelo menos por aqui) que espalham vários exemplares no chão e colocam preços fixos, como R$ 5 ou R$ 10 por qualquer um. 

Logo minha atenção foi direcionada para a capa amarela e a foto de Jean Wyllys, um personagem muito atuante na política atual em minha cidade. Bati a poeira e fui ler um pouco mais sobre o que tratava. Como a foto era antiga e a publicação de 2005 fiquei extremamente curioso em perceber um pouco mais do tal Jean na sua época de BBB, que confesso a vocês não vejo, embora não tenha nada contra a sua exibição.

Confesso que sou simpatizante das causas defendidas por Jean, e até mesmo pelo PSOL, e isso talvez tenha contribuído para um olhar seletivo, mas o foco principal da minha consulta não era política partidária e sim literatura. 

O livro começa fácil e ambientado (para mim) apelando para citações de grandes nomes como Ferreira Gulart, Clarice Lispector e Paulo Leminski.
Ele o divide em duas partes: Uma com crônicas e acontecimentos cotidianos como o próprio Big Brother e a segunda parte são relatos ficcionais extraídos de seu segundo livro chamado: Aflitos. 

O percebo um tanto a flor da pele ou angustiado e recomendo a leitura sem julgamentos, apenas leia!



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Se eu tivesse o meu próprio Dicionário - Ni Brisant


Nivaldo Brito dos Santos ou para os intimos Ni Brisant. Aliás, como não ser intimo de um cara que se propõe a escrever com o coração? 

Pois é, para isto Ni nos permite incorporar o seu mundo e resignificar as palavras. Em seu dicionário, que fique claro não é o Aurélio, montanha é um buraco que esqueceu de afundar. Mãe é reticências só por garantia de nunca acabar nem precisar de palavra que explique, já engarrafamento é uma adega feita de carros.

Recomendo ler com a sabedoria de uma crianção ou nada fará sentido.


Poesia fora da Estante - Vera Aguiar, Simone Assumpção e Sissa Jacoby


Sabe aquele livro que foi feito com a intenção de atingir as crianças? Pois é, este livro me atingiu de jeito, muito por conto da sua pureza e naturalização das palavras. Aproveita-se de assuntos lúdicos, rimas, ritmos e em especial do poder visual da poesia concreta.

Penso que todas as pessoas deveriam ler livros como este antes de pegar um Machado de Assis ou Olavo Bilac. O gosto da leitura esta intimamente ligado a forma como a poesia lhe é apresentada, portanto, não pule etapas.

Uma bela indicação a quem possue filhos!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Para gostar de ler - Poesia Marginal


Este livro pretende de forma breve e coloquial apresentar a forma de escrita de alguns dos principais representantes da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo da década de 70. São eles Chacal, Francisco Alvim, Ana Cristina César, Cacaso e Paulo Leminski.

Em suas últimas páginas nos apresenta algumas fotos históricas, a ficha de cada poeta e alguns fatos marcantes e curiosos deste período.

Versos provocativo ora são recheados de ironia, ora dramáticos. Em especial, gostei da forma de escrita de Cacaso e por isto selecionei dois poemas para compatilhar:

Moda de Viola
´´Os olhos daquela ingrata às vezes
me castigam às vezes me consolam
Mas sua boca nunca me beija``

Fotonovela
´´Quando você quis eu não quis
Qdo eu quis você ñ quis
Pensando mal quase q fui
Feliz``


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Coquetel Motolove (Luiza Romão)

Conheci Luiza Romão na época da Copa do Mundo através de um vídeo no YouTube onde ela recita uma poesia autoral sobre a Copa. A poesia me emocionou absurdamente. Tempos depois nos esbarramos pelo facebook e comprei o livro dela, que se chama Coquetel Motolove. Poesia de altíssima qualidade. Com ritmo e imagens maravilhosos. Um livro extremamente prazeroso de ler.

No lugar da capa do livro vou deixar o vídeo que fez eu me tornar fã dessa poeta tão intensa, jovem e genial.



quinta-feira, 2 de abril de 2015

O Apanhador no campo de Centeio - J.D. Salinger


Quando iniciamos o projeto 48, meu primeiro pensamento foi começar a ler clássico. Acredito que muitos deles, clássicos, são fundamentais para todas as outras obras. Em sendo assim, poderia entender muitos links que me passam batido pelas páginas...

Pois bem, já estou com alguns engatinhados, outros já comecei e parei de ler na mesma folha (acho que tem aquele negócio: meu santo não bate com alguns livros...). Um desses, no entanto, graças ao projeto e ao amigo Zuza quem emprestou, foi finalizado: O Apanhador do Campo de Centeio.
Se gostei? Não gostei. Um menino rico, chato e com uma vida “mais ou menos” perambula pela leitura conosco, do início ao fim do livro. Afirmo, não gostei: acho que devido a idade que carrego, ao meu repertório de vida e as crenças que cultivo.

De qualquer maneira, feliz por ter dado mais um passo em direção ao meu objetivo. Feliz por ter agregado personagens, ambientes e diálogos ao meu repertório. Feliz por poder dizer que não concordo com aqueles que resenham elogios maravilhosos ao livro.
Aos que colocaram esse livro na lista. Leiam, ele é um clássico, marcou uma geração e continua arregimentando legiões de fãs... depois podemos conversar sobre ;)


quarta-feira, 18 de março de 2015

Put Some Farofa - Gregório Duvivier


Bingo, encontrei um camarada para admirar e colocar todas as minhas expectativas! Sou órfão de autores jovens, de cronistas da minha geração. Acho que Gregório já tem um lugar cativo no meu coração!

Seu livro é cínico, engraçado, ousado e cria uma estética nova para um leitor mediano como eu. “Mas antes” é um dos textos que me fascinaram pela perspectiva de sua construção. Adorei a criatividade do texto “Se o prédio tivesse 30 andares” e “A religião dos outros”.

Gosto de um livro, texto ou poesia quando aquilo me fascina a tal ponto que desejaria ter escrito. Put Some Farofa foi assim: Gostaria de ter escrito!

sexta-feira, 13 de março de 2015

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry


Esse é um daqueles livros que você se pergunta por onde andou para nunca ter lido!
Como é um clássico e muitos já o conhecem, opto por descreve-lo com um fragmento que me tocou:

´´- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que
procuram...
- Não encontram, respondi...
- E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...
- É verdade.
E o principezinho acrescentou:
- Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração...``

Rumo a meta 48!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Versos para aumentar o mundo - Victor Rodrigues


Este é um grande livro, embora pequeno.
Conheço o trabalho do Victor a menos de 1 ano, mas precisamente nos conhecemos na última Flip em agosto de 2014, onde ele ganhou uma camiseta Poeme-se por ser o campeão de um Slam.

Essa praga de poeta possui versos fáceis e cotidianos. Sintético, vai logo ao ponto e dá o recado. O único problema (bom) é que nos faz pensar, e como sabem, pensar dá um trabalho! 

Para nossa alegria, um dos poemas deste livro virou camiseta:
´´quero estar ao lado de pessoas
  que abaraçam causas
  que abraçam pessoas``

Faço destes versos parte de um mantra que carrego. Abraçar causas e pessoas é combustível para minha vida e apesar da gasolina estar cara, se for o caso colocamos o carro na banguela e seguimos em frente, pois não conhecemos a palavra inércia.

Tião -Do Lixão ao Oscar - Tião Santos


Quem imaginaria que um catador de ´´lixo`` poderia ser personagem de um quadro vendido por R$ 100 mil em leilão? Ou personagem de um documentário que concorreu ao Oscar? Ou ainda mais, carregar a tocha olímpica pelas ruas de Liverpool para a edição de Londres?

Pois é, Tião nos conta como é possível sair do lixo e virar uma referência na militância de políticas públicas para o tratamento de resíduos recicláveis. Aliás ele chama atenção para um detalhe: - Não somos catadores de lixo e sim catadores de resíduos recicláveis, já que lixo não serve para nada.

Inspiro-me em estórias como esta, que tratam de matérias primas reais e desafiadoras. Comprovam que para militância ser militância precisa resistir e que mesmo em tempos de alta não podemos ficar deslumbrados. As causas são muito maiores que as nossas vitórias pessoais ou o olho míope que só enxerga o que esta perto.

Para os catadores, pena de urubu era sinal de sorte. Mas acredito em outra teoria, que afimar: ´´quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho``.

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Revolução dos Bichos - George Orwell



Só de imaginar que esse livro foi tão preterido... O caminho sinuoso que essa obra tomou para virar um best-seller mereceria outro livro!

A granja dos bichos, Rússia de Orwell, foi o palco perfeito para mostrar, através de uma sátira, o perigo que é delegar ao outro a tarefa de pensar.


Recomendo a leitura desse livro, assim como uma análise mais profunda sobre o mundo em que vivemos. Acredito que o que ocorria na granja, ocorre hoje... Vejo muitas ovelhas pelo pasto... E chamo atenção para a diferença de modelos politicos!

Na natureza selvagem

Resenha por: Gihana Fava

Não sei que de quem é a autoria da frase  “A vida começa onde sua zona de conforto termina”, mas ela bem que poderia ser de Chris McCandless, um jovem que largou tudo para ir viver uma aventura pelos Estados Unidos depois de doar todo o seu dinheiro. Na verdade, muito mais do que qualquer descrição que eu pudesse fazer aqui sobre sua história, para entender o verdadeiro espírito por trás dessa jornada em busca de dar um sentido para a vida que Chris acreditava, é preciso mergulhar no belo trabalho do autor Jon Krakauer.

O jornalista se esgueira por pistas em fotos e diários, mas principalmente nos depoimentos de pessoas que conviveram com Chris (muitos deles apenas motoristas que ofereceram caronas para o jovem) para remontar o que foram os passos da viagem do jovem. Todos os elementos nos ajudam a entender um pouco da personalidade dele e tentamos reconstruir junto com o autor as peças do quebra-cabeças de uma viagem que acaba de forma trágica: a morte de Chris no Alasca (isso não é spoiler, pois é revelado no início do livro).

Se por um lado, Chris é acusado de ser um cara lunático, que não passava de um jovem bobo que se arriscou de forma ingênua e sem necessidade em uma região difícil como o Alasca, Krakauer já nos desafia no início da leitura a chegar mais perto e olhar para os passos de Chris e só então a tirarmos nossas próprias conclusões. Para além da visão do jovem rebelde ou inconsequente, fui surpreendida ao enxergar um cara sensível, extremamente carismático e inteligente. 

Posso dizer que para mim, ao final da leitura, ficou algo mais genuíno: vejo em Chris um cara que não mediu esforços para ir atrás do que acreditava, fiel aos seus princípios. Mas sem soar clichê! Porque Chris não combinaria com frases prontas. É sobre entrega pura e coragem queimando à flor da pele para não olhar para trás.

Termino com um trecho de uma das cartas que Chris escreveu ao seu amigo Wayne, um dos muitos que ele conheceu durante sua jornada:

"É raro encontrar um homem tão generoso e de bom coração como você. Mas as vezes penso que teria sido melhor não ter encontrado você. É muito mais fácil vagabundear com todo este dinheiro. Meus dias eram mais excitantes quando estava duro e tinha de andar à cata da próxima refeição. [...] Wayne, você deveria realmente ler Guerra e Paz. Eu estava falando sério quando disse que você tinha um dos melhores caráteres de todos os homens que conheci. É um livro muito forte e altamente simbólico. Tem coisas nele que acho que você vai entender. Coisas que escapam à maioria das pessoas."  

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Literatura Brasileira Contemporânea – Um Território Contestado



“Se não tinham como evitar que as massas aprendessem a ler e conseguissem usufruir de alguns bens culturais, esses artistas podiam, ao menos, impedir que lessem literatura, ou a sua literatura. E o fizeram, “tornando-a demasiado difícil para que a entendessem” (carey,1993[1991],p.23”

Se você vem do subúrbio (como eu), da margem, do lado ignorado, da ausência e procura construir sua trajetória... leia esse livro duas vezes ou, quem sabe, três.

E-lu-ci-da-dor. Essa é uma das palavras que mais fazem sentido nessa resenha. Publicamente agradeço pelo esforço da autora – Regina Dalcastagnè – por finalizar tal obra e contribuir com a academia. Acredito que temos, por conta desse livro, bases científicas para falar sobre exclusão, invisibilidade e outras facetas da construção literata desse país.

Sem me estender, mas querendo dar dimensão desse livro, segue um dado sob o universo que a autora se debruçou (leia o livro para saber qual foi).

Os protagonistas dos livros estudados

206 homens brancos
17 homens negros
83 mulheres brancas
3 mulheres negras.



Ficou dúvidas, leia?  Perpassa

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Ansiedade - Como enfrentar o mal do século - Augusto Cury


É um livro que se encaixa a maioria das pessoas que eu conheço e em especial: Eu.

Vivemos em um mundo extremamente corrido, pautada pela velocidade e não pela qualidade. Cury, afirma que é fundamental gerenciar o nosso pensamento para as nossas emoções não se tornarem um barco sem leme, um carro sem direção.

''Quem não souber dar um choque de lucidez em sua emoção e em seus pensamentos jamais poderá dizer que é autor da própria história. Podemos nunca ser completamente livres em nosso psiquismo, mas há diferenças nos níveis de aprisionamento. Alguns visitam essa “prisão” em momentos de estresse semanais; outros, em períodos diários de tensão; outros, ainda, vivem constantemente em masmorras.''

Recomendo a leitura para que topar ser protagonista da sua própria vida.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Admirável Mundo Novo




“Admirável Mundo Novo” do Aldous Huxley foi publicado em 1932 e narra um futuro onde a procriação natural é eliminada e todos os seres humanos são criados em grandes fábricas ao redor do mundo. 

O homem é feito em espécies, os Alfas, Betas, Gamas, dentre outras variedades menores, de maneira que após o “nascimento” todos são condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais referente a sua variedade (logo no início, vemos bebês de uma variedade baixa, a Delta, serem submetidos a choques quando aproximam-se de livros e plantas. O intuito é criar um desconforto que dure toda a vida, dessa forma os Deltas jamais perderão tempo lendo livros ou gostando de coisas naturais, como passeios no campo, que não custam nada além de transporte e jamais darão lucro a alguém). 

A sociedade desse futuro está no ano 632 depois de Ford. A referência para a contagem dos anos deixa de ser o nascimento de Cristo. Aqui temos um dos aspectos mais marcantes na civilização do futuro, na qual certas repressões tipicamente religiosas é que passam a ser condenadas. O objetivo essencial é garantir a estabilidade, o que é obtido por um sistema que proporciona a felicidade geral. 

Tudo que possa levar ao sofrimento é ignorado e reprimido. Tudo o que é longo e duradouro é criticado. A felicidade e o prazer devem ser instantâneos. Conceitos de famílias são tidos como vulgares. A satisfação sexual é elemento essencial para a felicidade e nada tem a ver com procriação. Todos são de todos e se prender a uma única pessoa é algo obsceno. Não há compromissos, nem vínculos emocionais. A promiscuidade é incentivada como dogma de felicidade (desde crianças são incentivadas a praticarem jogos eróticos). 

E se por algum motivo você começar a se sentir incomodado ou infeliz basta tomar uma dose de soma, uma droga sem efeitos colaterais distribuída pelo próprio governo que faz com que a pessoa fuja da realidade dos seus problemas. "O delicioso soma, meio grama para uma folga de meio dia, um grama para um fim-de-semana, dois gramas para uma viagem ao sumptuoso Oriente, três para uma sombria eternidade na Lua". 

É interessante notar como muita das coisas pensadas por Huxley na década de 30 do século passado tem se tornado cada vez mais reais. As pessoas do “Admirável Mundo Novo” vivem uma escravidão moderna não muito diferente da nossa, apenas infinitamente mais eficiente. E de certa forma isso é bastante assustador.

Abraços!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Guia politicamente incorreto da história do mundo



Resenha por: Renan Caixeiro

Quando começava um novo ano na escola, o que mais gostava era pegar o livro de História e o de Geografia, na parte de Geografia Política, e ler aquilo tudo antes mesmo das aulas começarem. Era prazeroso conhecer o mundo e suas histórias.

Senti o mesmo ao ler o Guia Politicamente Incorreto. Não à toa praticamente li em seguida os 3 guias, Brasil, América Latina e Mundo.

É muito esclarecedor conhecer esse mundo além das histórias quase cartunescas dos livros da escola - o Guia deixa claro que não existe uma versão da história e, sim, várias.

A única ressalva que faço é sobre a questão de ideologia. Os autores claramente possuem um viés mais "liberal"(no sentido americano). Não é algo ruim mas é necessário ter em mente - imparcialidade é um mito e isso é assumido com tranquilidade por Narloch e cia.

E-Dialog - Desafio aceito!

Missão dada...

É missão cumprida!
A equipe da E-Dialog (responsável pelo marketing digital da Poeme-se) topou esse desafio de ler e resenhar aqui 48 livros ao longo do ano.

O bacana é que a equipe é composta hoje por 9 pessoas, cada uma com um gosto bem específico para a leitura, então vem muita coisa boa e eclética por aí.

Por enquanto a lista da equipe está assim:

Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo- Leonardo Narloch - Renan

Geração de Valor - Flávio Augusto - Fabrício

O Grande Fora da Lei - Renan

Na natureza Selvagem - Jon Krakauer - Gihana

Tudo que é ruim é bom para você: como os games e a TV nos tornam mais inteligentes - Steven Johnson - Gihana

Moda e Arte: Releitura no Processo de Criação - Dinah Bueno Pezzolo - Alice

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

TERAPIA DE TEMPERAMENTOS



Resenha:

Como esse livro me contribuiu conhecimento e além disso agregação de valores na minha vida, pude ver as questões problemáticas de um ser humano em relação a personalidade e a caráter.
Neste livro é citado os 4 temperamentos que regem um ser humano... Sanguíneo, Colérico, Fleumático e Melancólico... durante anos, estudiosos no assunto criaram diversos estudos e teorias, mas chegaram a conclusão que cada indivíduo pode possuir até 2 tipos de temperamentos.. e eles são classificados em: ATIVO (predominante)/  PASSIVO (mais calmo) . O livro nos ajuda bastante em diversas questões de personalidade.

RECOMENDO !

Seja ouvido!!!


Um livro simples e bem direto. 

No começo achei que ele seguiria uma linha meio óbvia sobre comunicação e vendas... Na verdade, acho que até ele seguiu, porém alguém uma vez disse  "Não subestime o óbvio" e parece q é verdade.

O autor nos mostra por meio de técnicas e exemplos que não importa o quanto você seja bom e o quanto seu conteúdo seja espetacular, se isso não for o que seu público alvo precisa ouvir você não terá nada para dizer!

Me fez muito bem essa leitura. Quem é empreendedor nato pode tirar uma conclusão diferente da minha, mas eu creio que ainda assim será de extrema relevância em sua jornada!

"A diferença entre a palavra certa e a palavra quase certa é a diferença entre a luz do relâmpago e a do vaga-lume" Mark Twain

Um abraço e bom carnaval para todos!!! :D

The Walking Dead - A queda do Governador - Parte 2


É uma honra finalmente escrever meu primeiro post aqui!

Ainda não tenho minha lista de opções muito bem definida, mas estou tentando montar um roteirinho e em breve postarei!!!!

Vamos lá!!!

The Walking Dead - A queda fo Governador - Parte 1 é a primeira parte dos livros que fecham a saga de como um homem foi completamente transformado por mundo pós-apocalíptico, onde as leis não mais existem e sobreviver passa a ser o grande objetivo da vida.

O interessante é perceber como valores e ideias que nós temos hoje em dia simplesmente desaparecem e passam a não fazer mais sentido e, talvez, esquecer quem nós somos verdadeiramente em determinado momento pode não ser considerado um erro ou defeito, apenas uma necessidade.

Para os fãs da série em HQ o livro é mais uma boa leitura, mas para os que acompanham a série na TV é possível perceber um Governador muito menos humano e mais doentio!

Para quem gosta do estilo vale muito a pena a leitura!

Em breve lerei a segunda parte! :D

Um grande abraço!!!!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Procura-se um amor que goste de... – Thaís Aragão 4/48


Ligeiro, visual e muito criativo, o livro da amiga e parceira Poeme-se Thaís Aragão foi uma leitura rápida e afetiva. Dentro do livro, umas das ilustrações mais marcantes da empresa-verso (Procura-se Chico Buarque), me emocionou. Começo a perceber a amplitude de nossa história e a quantidade de personagens que fazem com que essa estrada tenha sido/continue sendo pavimentada.  

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Zuza Zapata "Uma Aprendizagem"

"Só o impossível me importa"


Minha lista por enquanto é essa:

01 - Só as Mães São Felizes (Lucinha Araújo)

02 - O Tempo Não Para - Viva Cazuza (Lucinha Araújo)

03 - Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)

04 - Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago)

05 - Vagabundo Iluminado (Jack Kerouac)

06 - Paris é uma Festa (Ernest Hemingway)

07 - O Velho e o Mar (Ernest Hemingway)

08 - A Revolução dos Bichos (George Orwell)

09 - 1984 (George Orwell)

10 - Morangos Mofados (Caio Fernando Abreu)

11 - A Apanhador no Campo de Centeio 

12 - Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (Clarice Lispector)

13 - Coquetel Motolove (Luiza Romão)

14 - Alice no país das Maravilhas

15 - Vozes Femininas da Poesia Latino Americana Cecília e as Poetas Uruguais (Jacicarla Souza)

16 - Perdas e Ganhos (Lya Luft)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Put Some Farofa - Gregório Duvivier


Livro para ser lido de forma despreocupada. Nele, Gregório transita por ambientes cotidianos. Joga no liquidificar situações dramáticas e boas pitadas de sarcasmo/ironia e bate tudo de uma vez.

Apesar do tal sucesso e visibilidade por conta de trabalhos na TV e em especial pelo coletivo Porta dos Fundos, o mais interessante é a sua posição humanizada. Verdade ou não, se posiciona como um ´´bobo`` e não como um ´´esperto``.

Reservo aqui um fragmento que achei bem interessante:
´´Só se faz um bom samba com tristeza. A boa piada precisa de inteligência e de desgraça. Piada sem desgraça é uma tristeza. Piada sem inteligência é uma desgraça``.

Vale a pena ler sem esperar nada, já que o mesmo se propões apenas a put some farofa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Affonso Romano de Sant’ Anna – Melhores Poemas 3/48


Essa travessia foi complicada, difícil ler um livro de poemas de forma contínua... Não tenho esse hábito. Costumo ser apresentado ao poema de forma aleatória, pelas mãos do destino: abro o livro e leio o poema que me coube. Leio poesia sem regras, me lambuzando no caos. Mas, por conta do projeto 48, finalizei esse... Como diria o Parceiro Bruno:  - Mandei mais um pro vinagre.

Esse livro, uma seleção de poemas feitas pelo professor Miguel Sanches Neto, tem história e foi comprado única e exclusivamente por conta dum poema (Os Desaparecidos) escutado num sarau em meus tempos de Casa Poema, Casa da Atriz Elisa Lucinda. Trata-se de um poema que fala sobre o período mais negro de nossa história: a ditadura.

Não recomendo esse livro aos não iniciados, muitas referências à arte e à história. Padeci com vários poemas presentes nessa coletânea. De qualquer forma, os poemas “Limitações do Flerte”, “Os Desaparecidos”, “Bandeira, Talvez”, “velhice Erótica” são poemas que vale cada virgula ;)


sábado, 31 de janeiro de 2015

Empresas Feitas Para Servir - Dan J. Sanders




Para fechar a tampa de janeiro, segue o quarto livro lido no ano.
Confesso que é um livro que chancela muitos dos conceitos que eu acredito e de alta  sinergia com líderes bem sucedidos e admiráveis.

Sanders colocar o holofote na missão, visão, valores e cultura da empresa. Diz a importância de aumentar os seus recursos humanos frente ao desenfreado mercado que só observa números.

Fica claro para mim que os líderes precisam ser humanos, acessíveis e humildes. Ser exemplo faz toda diferença entre ser seguido ou não.

Até o próximo livro!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Cinza das horas, Carnaval e O ritmo dissoluto - Manuel Bandeira


Com todo o gás finalizo agora a leitura de 3 livros de uma só vez. Mas calma, valerá por apenas um (risos) na minha conta de 48 livros lidos em 2015.

Respectivamente escritos em 1917, 1919 e 1924 estes livros representam os três primeiros livros de poemas de Manuel Bandeira.

Achei a leitura um pouco melancólica e triste, talvez por conta da influência da tuberculose em sua vida. É um livro que me fez ler e reler alguns versos para fazer sentido ou não. Como a maioria dos livros de poesia, exige reflexões.

Cito uma estrófe do poema Epílogo,do livro Carnaval, que representa um pouco do que li:

´´Quando o acabei - a diferença que havia!
O de Schumann é um poema cheio de amor,
E de frescura, e de mocidade...
E o meu tinha a morta morta-cor
Da senilidade e da amargura...
- O meu sem nenhuma alegria!...``

Agora faltam apenas 45. Vamos em frente!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pensar com imagens de Enric Jardí

Vamos aos segundo livro do ano, Pensar com imagens de Enric Jardí.

Esse é um livro de leitura rápida, já que alterna muitas imagens e textos em toda sua extensão.
O livro propõe exercícios mentais de criação de imagens para fatos políticos/econômicos. Mas cabe para outros setores. Saliento que como as imagens dos livros foram retiradas em sua maioria de grandes jornais, a mesma precisa fazer sentido para maioria. Exige conhecimento básico dos leitores.
Exemplo: Pense através de uma imagem a previsão de pessimismo da economia brasileira em 2015.

Que imagem veio a sua cabeça?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

João Thondato "E que os Jogos Comecem.."

 Lançado o desafio, decidi então me permitir !



1- Terapia dos Temperamentos - Arão Amazonas PHD

2- A Trama de Leviatã - Renê Terra Nova

3- Querido John - Nicholas Sparks 

4- A Cabana - William P. Young
5- Declarações dos Namorados - Carlos Drummond de Andrade
6  Oscar Wilde Para Inquietos(LENDO)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Para começar o projeto, nada como ''O Poder do Hábito''


Nada mal começar o projeto 48 com um livro que aborda o hábito como tema central. Charles Duhigg possui abordagem extramamente didática e científica dividindo o livro em 3 partes: 1) Os hábitos dos indivíduos, 2) Os hábitos de organizações bem-sucedidas e 3) Os hábitos de sociedades.

Duhigg cita que o nosso cérebro possui um loop de 3 estágios: Deixa > Rotina > Recompensa e com o tempo ele funciona de forma automática. Como por exemplo o ato de comer uma lata de leite condensado antes de ir dormir.
Sua ida é por falta de sono? Solidão? Falta de açúcar no sangue? Seja qual for, entendendo as deixas você pode alterar a rotina e colher novas recompensas.

Outros pontos curiosos citados no livro:

Você sabia que Paul O´neil ao se tornar presidente da Alcoa focou sua gestão em Segurança do Trabalho para melhora o índice da empresa na Dow Jones?
Você sabia que a empresa Target sabe o que você precisa comprar antes mesmo de você saber?
Você sabia por que as pastas de dente passaram a ter esse ´´ardido refrescante``?
E por que o Shampoo faz espuma?

Espero que com as perguntas acima eu tenha dado a deixa para início das vossas rotinas. A recompensa será entendida e aproveitada por cada um.

Todos os Fogos O fogo - 1ª Experiência com Cortázar Concluída com Louvor 2/48

O que mais me marcou no livro desse “argentino” fabuloso foi conseguir identificar uma assinatura em cada conto. Ele tem uma forma de escrever que jamais vi em outrem. As cenas e diálogos apresentados fora de ordem é uma forma muito peculiar de construir textos.

O livro é composto por 8 contos, dos quais 3 recomendo com fervor: a Autoestrada do sul, Senhorita Cora e a Ilha ao meio-dia.

Cortazár foi minha 2ª leitura do ano, um check na minha lista que cresce ;)

Agora faltam 46 livros lidos para concluir meu ano literário!