O livro de poesia, em suma é um objeto trajado de uma desimportância
vital. Sobreviveria sem ele, sem problemas. Mas sabendo de sua existência, e
pior, lendo, não me vejo sem aqueles versos somados ao DNA. Vislumbro uma vida
vazia daqueles que nãos os consumiram, após ler. Antes, nada me faltava e nem
ao próximo.
É disso que é feito a poesia. É desse material a poesia de
Gullar. Muito lixo entre versos, como sempre. Mas o que faz do poeta, um ser
mágico (lendário) são os momentos de genialidade que cercam o comum, o frívolo
das sílabas. São como toque de Deus nas palavras. Versos divinos existem para
que a desimportancia da poesia seja fundamental para o humano. E eu encontrei
esse toque no livro. Alguns versos fizeram com que eu me tornasse alguém melhor
ou crente nessa ideia.
Sugiro o “Fica o não Dito Por Dito”
“o poema
antes de escrito
antes de ser
é a possibilidade
do que não foi dito
do que está
por dizer”