“Se não tinham como
evitar que as massas aprendessem a ler e conseguissem usufruir de alguns bens
culturais, esses artistas podiam, ao menos, impedir que lessem literatura, ou a
sua literatura. E o fizeram, “tornando-a demasiado difícil para que a entendessem”
(carey,1993[1991],p.23”
Se você vem do subúrbio (como eu), da margem, do lado
ignorado, da ausência e procura construir sua trajetória... leia esse livro duas
vezes ou, quem sabe, três.
E-lu-ci-da-dor. Essa é uma das palavras que mais fazem
sentido nessa resenha. Publicamente agradeço pelo esforço da autora – Regina Dalcastagnè
– por finalizar tal obra e contribuir com a academia. Acredito que temos, por
conta desse livro, bases científicas para falar sobre exclusão, invisibilidade
e outras facetas da construção literata desse país.
Sem me estender, mas querendo dar dimensão desse livro, segue
um dado sob o universo que a autora se debruçou (leia o livro para saber qual
foi).
Os protagonistas dos
livros estudados
206 homens brancos
17 homens negros
83 mulheres brancas
3 mulheres negras.
Ficou dúvidas, leia? Perpassa
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